Desde a época em que Petrolina ainda era conhecida como “Passagem de Juazeiro”, a religião já ocupava um lugar importante na vida dos petrolinenses. Em maio de 1923, o bispo de Pesqueira, Dom José Oliveira Lopes, anunciou a criação de um bispado no sertão nordestino. Em novembro, a Bula Pontifícia Dominici Gregis Cura, do Papa Pio XI, instituiu o bispado em Petrolina e nomeou como 1º bispo o salesiano Dom Antonio Maria Malan, que havia sido inspetor de Mato Grosso e sempre se destacou por promover a obra dos salesianos e das Filhas de Maria Auxiliadora, como também a ação missionária em favor dos índios bororos.

Na diocese de Petrolina Dom Malan “realizou ali notáveis trabalhos e um intenso movimento religioso, criando paróquias, levantando capelas e colégios”. Foi Dom Malan quem trouxe as filhas de Maria Auxiliadora para Petrolina, representando a primeira obra na região nordestina.
As crônicas da casa rezam:
“No ano do Senhor, 25 de fevereiro de 1926, ocupando o trono Pontifício Sua Santidade Pio XI, sendo Superiora Geral do Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora a Reverendíssima Maria Luisa Vaschetti, inspetora; e Reverenda Madre Ana Covi, as repetidas instâncias do Sr. Bispo de Petrolina, Dom Antonio Malan, abriu-se esta casa com o título ‘Nossa Senhora Auxiliadora’ com o fim de estabelecer-se um colégio com todas as obras possíveis”.
Para conseguir seu objetivo de trazer para Petrolina as Filhas de Maria Auxiliadora, o bispo Dom Malan recorrera à Inspetoria de Santa Catarina, com sede em São Paulo. Não foi atendido por haver carência de pessoal. Sem desistir de seus objetivos, Dom Malan partiu para a Itália onde conseguiu seis irmãs para sua diocese.
Em São Paulo houve uma permuta de algumas irmãs brasileiras, que já conheciam a língua. Essas irmãs eram: Ir. Modesta Martinelli, diretora; Ir. Elisabeth Artemback; Ir. Salomé Ferreira; Ir. Felicina Bongianini; Ir. Irene Oria e Ir. Leontine Ichverza. Após longa viagem por terra e por mar, chegaram ao sertão pernambucano, acompanhadas pelo bispo e pelo Reverendo Monsenhor Ângelo Sampaio, sacerdote que teve um papel fundamental durante os primeiros anos do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, tornando-se capelão e guia espiritual das irmãs durante vinte e quatro anos. Inicialmente, as irmãs foram instaladas numa casa que pertencia à diocese, desprovida de tudo, móveis, até de cozinha e faziam as refeições na casa de uma senhora vizinha do colégio, a senhora Dalva Padilha de Souza. Através de empréstimos, a casa começou a ser equipada e, no dia 17 de março de 1926, a comunidade já fazia refeições em sua própria casa.
No dia 21 de março de 1926, deram início ao Oratório Festivo, com 96 crianças. No dia 5 de abril de 1926, inaugurou-se a capelinha dedicada a Maria Auxiliadora, na presença de grande número de pessoas, benfeitores e autoridades. Dom Malan ofereceu às irmãs a imagem de Nossa Senhora Auxiliadora, que se encontra até hoje no colégio.
O dia 6 de abril de 1926 marcou o início do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora em Petrolina. É o primeiro dia de aula, funcionando da 1ª à 4ª série, com número reduzido de alunas.
No dia 17 de abril de 1926, Ir. Modesta Martinelli, diretora da casa, foi acometida de febre amarela, vindo a falecer no dia 24 de abril de 1926.
No dia 17 de fevereiro de 1927, chegou à nova diretora, Ir. Madalena Jauregui. No colégio, funcionavam o oratório, o curso primário, aulas de pintura, piano e bordado.
No dia 31 de janeiro de 1928, chegaram a Petrolina sete irmãs, tendo à frente como diretora Ir. Bibiana Marcial, que dirigiu o Colégio Nossa Senhora Auxiliadora por doze anos.
Em 1929, no dia 2 de fevereiro, o bispo anunciou a abertura do Curso Normal e avisou que o colégio seria observado para ser equiparado a Escola Normal. No dia 3 de fevereiro de 1930 iniciaram-se as aulas do Curso Elementar e no dia 3 de março as aulas do Curso Normal, que começou a funcionar como um anexo à Escola Normal Oficial de Recife.
Em 1931, a Diretora trouxe de São Paulo para Petrolina a Ir. Maria Augusta Lopes, que veio lecionar no Curso Normal. A diretora conseguiu um prédio vizinho, pois o colégio não comportava mais o número de alunas.
No dia 5 de dezembro de 1931, encerraram-se os trabalhos letivos com a formatura de primeira turma de normalistas no dia 6 de dezembro. Iniciou-se a construção da muralha do futuro edifício do colégio, autorizada pela inspetora Madre Francisca Lang. Formou-se a segunda turma de professoras. Em 1933, a Escola Normal de Petrolina foi legalmente equiparada com o Curso Normal Rural.
No dia 6 de fevereiro de 1934, chegou de São Paulo a nova diretora, Ir. Hortência van Moerckerke. Em abril desse ano, Dom Bosco, fundador dos Salesianos e das Filhas de Maria Auxiliadora, foi canonizado. No final do ano letivo, 14 professoras recém-formadas começaram a exercer o magistério na cidade.
Em 1936, iniciou-se a construção do prédio para a Escola Normal. No ano seguinte, 21 novas professoras concluíram o curso Normal e começaram a trabalhar.
Em 1938, o colégio passou a funcionar em prédio próprio.
Em 1949, o curso Ginasial foi equiparado oficialmente ao do Estado, através da Portaria nº 33, de 31/01/1949. Em 1952, foi aprovado um novo regimento escolar. Em 1965 encerrou-se o internato, passando o estabelecimento a funcionar somente com alunas externas.
Em 1974, o Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, seguindo as orientações da Lei Federal, abriu novos cursos, oferecendo aos alunos quatro opções: Análises Clínicas, Análises Químicas, Arquitetura e Magistério. Nessa época, houve um grande crescimento no Brasil de cursos profissionalizantes. Além desses cursos, foi autorizado e reconhecido o Curso Científico, através da Portaria nº 2432, de 23/10/1974.
De 1931 a 1988 o Colégio entregou o diploma a 1.327 professoras, em 54 turmas. Durante esse período o magistério na cidade de Petrolina e em cidades próximas foi exercido por ex-alunas salesianas.
Em 1984, foi suspenso o curso Científico, e em 1988, o Curso de Magistério. O Colégio Nossa Senhora Auxiliadora encerrou temporariamente as atividades de Ensino Médio, que só foram reiniciadas no ano de 2001, seguindo as normas da nova LDB – 9394/96.
De 2001 a 2005, percebe-se que o Ensino Médio se encontra consolidado, havendo atualmente cinco turmas de 1º ano, quatro turmas de 2º ano e três turmas de 3º ano, com alunos com ótimo índice de aprovação em universidades de todo o país.
Escolheram-se duas realidades: a primeira, os últimos anos de um período em que o Colégio Nossa Senhora Auxiliadora decidiu colocar o Ensino Médio numa perspectiva profissionalizante oferecendo opções de Magistério e Análises Clínicas. Os últimos anos desta época caminharam para a suspensão do Ensino Médio por 13 anos.
A segunda realidade marca o reinicio do Ensino Médio e a evolução das matrículas de 2001 à data atual. Percebe-se que o Ensino Médio vai se consolidando, fortalecendo e entrando numa nova fase de credibilidade, segurança sem perder o seu diferencial e com o grande desafio de fazer parte da rede Salesiana de Escolas.
Foi na localidade de Petrolina, situada no sertão pernambucano, que as Filhas de Maria Auxiliadora fundaram sua primeira obra na região, atendendo a um expressivo convite do bispo salesiano Dom Antonio Maria Malan.
De inicio, Dom Malan recorreu repetidamente à Inspetora de São Paulo, solicitando irmãs para a nova fundação, mas as respostas eram sempre negativas, em razão da escassez de pessoal.
Diante desses obstáculos, o bispo decidiu solicitar o auxílio direto da Madre Geral Luisa Vaschetti. Foram então liberadas cinco irmãs para iniciarem a nova fundação em Petrolina: Elizabete Hartemback, Irene Oria, Felicina Bongianini e Leontine Icherza, Modesta Martinelli, esta última, designada como diretora. Compunha ainda o grupo, vindo de São Paulo, a Irmã Salomé Ferreira, para ajudar as demais irmãs na compreensão da língua.
Esse primeiro grupo de irmãs chegou a Petrolina, no dia 25 de fevereiro de 1926, em companhia do bispo Dom Antonio Maria Malan. A transferência das irmãs vindas da Itália para uma região bastante pobre do sertão pernambucano foi certamente muito dolorosa, e as religiosas encontraram obstáculos significativos para sua adaptação. De acordo com os inscritos encontrados na crônica da casa “Foram inúmeras as dificuldades encontradas pelas irmãs: meio de transporte; cidade atrasada; casa desprovida de tudo (pertencia ao bispado). Inicialmente, as irmãs faziam refeição na casa de uma senhora, dona Dária Padilha de Souza, vizinha ao Colégio. Para as práticas de piedade iam à catedral, que ficava próxima à residência. O prefeito da cidade, Sr. Alcides Padilha, emprestou algum mobiliário. Logo no dia 17 de março, as irmãs começaram a fazer a refeição na própria casa. Desde então, um novo ritmo em suas vidas. No dia 21 de março, teve início o Oratório Festivo (trabalho de ação social para crianças carentes) contando com 96 crianças. Em seguida, no dia 06 de abril, foram iniciadas as aulas do curso elementar. O episódio mais doloroso, porém, desses primeiros meses, foi a morte da primeira diretora Irmã Modesta Martinelli, ocorrida no dia 24 de abril, desse mesmo ano, 1926. As irmãs sofreram um abalo muito forte, mas a direção interina ficou com a Irmã Elizabete Hartemback. No dia 14 de maio, as irmãs retomaram as atividades do Colégio e passaram também a ministrar aulas particulares de pintura, piano e bordado.
A principal atuação das religiosas foi na esfera educacional. O Colégio Nossa Senhora Auxiliadora fora iniciado com abertura do curso elementar. Em 1929, foi criada a Escola Normal, como curso anexo ao Instituto de Educação do recife, e com diploma reconhecido. Em 1933, foi criada a Escola Normal Rural. Ao final do ano, de 1934 ocorre a formatura de 14 professoras primárias. Em 1936, foi iniciada a construção do prédio para a Escola Normal. Nesse mesmo ano, um grupo de ex-alunas organiza uma Escola Noturna para domésticas, com o título de Escola São José. Em 1938, o Colégio passa a funcionar em prédio próprio. Em 1939, também o Estado da Bahia reconhece o diploma de professoras fornecido pelo Colégio.
Atendendo, porém às solicitações das autoridades, as religiosas assumem também a direção do Hospital Dom Malan, inaugurado a 17 de maio de 1936. Foi designada como diretora a Irmã Jerônima Moreira, e como enfermeira a Irmã Angelina Rossato.

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