Aconteceu de 11 a 14 de setembro na cidade de Carpina/PE, o XIII Encontro Nacional das Comunidades Inseridas Salesianas – ENCIS. Foram 50 às Filhas de Maria Auxiliadora – FMA participantes das nove inspetorias do Brasil. O encontro quis favorecer a continuidade de animação das comunidades inseridas nos meios populares.

A abertura contou com a participação do cantor Zé Vicente, que proporcionou feliz e alegre experiência musical como fonte de mística e profecia, somando com a calorosa acolhida da Inspetoria Maria Auxiliadora, através da coordenação do encontro e demais irmãs da Inspetoria.

Ir. Adriana Gomes em estilo cordel e musical pronunciou sua mensagem de acolhida, durante a qual houve a entrega de um chapéu de palha e artesanato no formato de ciranda, com sua simbologia. Ir. Adélia de Carvalho esteve como participação especial para explicar o cartaz do encontro criado por ela, feito com carinho e todo seu dom artístico. O tema: “Mística, Missão e Profecia” teve o objetivo de fortalecer a vivência da mística, missão e profecia que favorece o projeto de libertação, sendo sinal de esperança para os pobres, na ótica do Carisma Salesiano.

Na manhã do primeiro dia, o assessor foi o missionário do Campo, Glaudemir Silva, que contribuiu com a reflexão sobre a “Análise de Conjuntura”. A partir da tarde e dos dias seguintes a assessoria foi da Religiosa Xaveriana, Ir. Teodolina Frigério, biblista, conhecida como Ir. Téa, que desenvolveu, em estilo experiencial, o tema geral “… à luz da Palavra de Deus”. Iniciando a conversa a assessora afirmou: ‘Onde os pés pisam, a cabeça pensa, o coração palpita’ e foi sempre mais alargando, aprofundando e envolvendo a todas.

Uma celebração da memória de todos os XII ENCIS anteriores, foi um verdadeiro fermento na massa. Iniciou com a produção de um pão, e o fermento foi sendo colocado por uma irmã de cada inspetoria, seguindo em caminhada, onde ia se fazendo as paradas. Cada inspetoria anfitriã desses encontros liderou a parada, que era enriquecida com um breve histórico, símbolos locais e/ou do encontro. As participantes mais novas ou que estavam participando pela primeira vez sentiram a riqueza em conhecer a caminhada, e assim compreender a experiência vivida no momento.

As duas inspetorias do Norte animaram a última parada, em estilo bem amazônico e fiel ao penúltimo encontro que teve também como grande marco, além da vivência na região, o início da elaboração do Projeto Nacional das Comunidades Inseridas. O momento final não poderia ter sido melhor: a comunhão das irmãs que se confraternizaram com vinho e pão.

Outra forte experiência foi a visita ao Memorial Dom Helder Câmara, no centro de Recife, lugar rico da história da cidade! Torna-se ainda mais especial, porque algumas pessoas cuidam do memorial, relembrando e ajudando a reviver seu profetismo através do ambiente onde viveu: capela de Nossa Senhora da Assunção, onde reinstalou sua residência em ambiente pequeno, por trás da sacristia, com poucas coisas e em grande simplicidade.

Uma grande riqueza é a herança dos seus escritos e vários outros materiais conservados, como vídeos, fotos, banners e objetos pessoais que favorecem a reflexão e interiorização da vida desse grande profeta. O final desta tarde foi aproveitado para visita e saboroso lanche na casa inspetorial, seguido de passeio na beira mar e feirinha. Encontro salesiano tem sabor de festa e assim foi a noite cultural iniciada com as Postulantes e Aspirantes de algumas inspetorias que fazem a caminhada juntas, em Recife.

Em poesias e coreografias homenagearam as FMA de todo Brasil, através das participantes. Meninos e meninas da Obra de Defesa da Infância Pobre – ODIPE, continuaram a enriquecer a noite apresentando o estado de Penambuco em versos, com suas danças típicas, numa riqueza devestes e adornos. E a festa continuou com o delicioso jantar regional e som ao vivo, tocado e cantado por um jovem que foi atendido nessa obra social.

A manhã do último dia começou com a celebração eucarística, presidida pelo salesiano Pe. José Ferreira e preparado pelas Irmãs das duas inspetorias do Norte. Enfocaram a entrada da Palavra em ritmo indígena, dançado e caracterizado pela Ir. Madalena Rocha. Na ação de graças foram espalhadas sementes, representando o que foi semeado nos dias do encontro e entregue pulseiras confeccionadas no Alto Rio Negro. A avaliação e propostas para próximo encontro aconteceram por inspetorias e se fez o fechamento com os agradecimentos recíprocos.

Da Inspetoria Laura Vicuña

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